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Transporte intermunicipal vira alvo de críticas após filas, falta de ônibus e denúncias de possível interferência eleitoral em Sergipe
Governador Fábio Mitidieri relata problemas no deslocamento de eleitores e levanta suspeita de que motoristas possam ter dificultado o embarque de passageiros
Por André Morais
Publicado em 25/10/2026 17:13
Noticias

O transporte intermunicipal em Sergipe entrou no centro de uma polêmica neste domingo, 25, após relatos de longas filas nas rodoviárias, dificuldades para comprar passagens, falta de veículos e reclamações de passageiros que teriam sido deixados para trás durante o deslocamento para a votação.

O caso ganhou ainda mais repercussão depois que o governador Fábio Mitidieri comentou os problemas e afirmou ter recebido vídeos e denúncias envolvendo profissionais do transporte. Segundo ele, além da alta demanda, há indícios de possíveis condutas individuais que podem ter prejudicado o embarque de eleitores.

Durante entrevista, o governador relatou ter recebido informações sobre motoristas que estariam utilizando bonés de candidatos e, em determinadas situações, se recusando a parar para permitir o embarque de passageiros.

“Tem um pouco de tudo aí”, afirmou Mitidieri, ao avaliar que a concentração de pessoas nas primeiras horas do dia contribuiu para a formação de filas, mesmo com o reforço da frota disponibilizada.

Falta de planejamento ou possível interferência eleitoral?

A situação levanta questionamentos sobre a capacidade do sistema de transporte intermunicipal de atender à população em um dia decisivo para a democracia. A concentração de passageiros, a insuficiência de veículos e os problemas na venda de passagens reacendem o debate sobre planejamento, fiscalização e responsabilidade das empresas responsáveis pelo serviço.

Mais grave, porém, são as suspeitas de que eventuais condutas individuais possam ter dificultado o deslocamento de eleitores. Caso sejam confirmadas, situações dessa natureza exigem apuração rigorosa, especialmente diante da possibilidade de prejuízo ao exercício do direito ao voto.

Até o momento, as declarações do governador representam relatos de ocorrências recebidas, e não uma comprovação de que houve ação coordenada para impedir a circulação de eleitores.

Quem deve responder pelos problemas?

A população tem direito a explicações sobre o que aconteceu, quais medidas foram adotadas para garantir o transporte e se houve falhas operacionais ou irregularidades durante o atendimento aos passageiros.

Também é necessário esclarecer se os episódios relatados foram isolados ou se fazem parte de um problema mais amplo no sistema intermunicipal.

Diante da gravidade das suspeitas, cabe às autoridades competentes verificar os registros, analisar os vídeos mencionados e apurar eventuais responsabilidades, garantindo o direito de manifestação das empresas e dos profissionais citados.

O episódio deixa uma pergunta que não pode ficar sem resposta: os problemas enfrentados pelos passageiros foram consequência de uma demanda acima da capacidade do sistema ou houve também falhas e possíveis irregularidades que comprometeram o deslocamento dos eleitores?

 

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