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“Banditismo”: Lula critica falta de ônibus na Bahia, São Paulo e Sergipe e pede extensão do horário de votação
Por André Morais
Publicado em 25/10/2026 17:06
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Em entrevista à imprensa neste domingo, 25, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “banditismo” e “mau-caratismo” a redução da frota de transporte público registrada durante este domingo de 2.º turno em cidades da Bahia, São Paulo e Sergipe, além de outros estados. O petista criticou a postura de gestores e empresários do setor e apelou ao eleitorado para que compareça às urnas.

“Não vamos permitir que haja roubalheira, banditismo e prefeito bandido. Não vamos aceitar banditismo, mau-caratismo de prefeito, de governador e de empresário. Quero fazer um pedido aos eleitores: não desista de votar. Esperem e votem, porque a democracia tem que sair vencedora desse processo eleitoral”, afirmou Lula.

Diante disso, a coligação Brasil Pronto Pra Mais protocolou um pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar o horário de votação até as 19h nas localidades onde foram apurados problemas no fluxo de ônibus. A representação aponta irregularidades na frota de São Paulo, de cidades baianas como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, além de municípios na Paraíba, em Alagoas e na capital sergipana, Aracaju.

Em Sergipe, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) atuou diante dos relatos de frota reduzida e determinou o restabelecimento integral do serviço de transporte coletivo para assegurar a mobilidade intermunicipal dos eleitores.

Paralelamente, o PT acionou a Justiça Eleitoral pedindo a prisão em flagrante de gestores responsáveis pela mobilidade em São Paulo e Salvador. Na capital baiana, o TRE-BA já havia decretado a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, por descumprimento de ordem judicial.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, aguarda o envio de relatórios atualizados pelas instâncias regionais da Justiça Eleitoral para decidir sobre a prorrogação do horário das urnas. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, destacou a gravidade dos fatos por envolverem possível prejuízo ao exercício do direito de voto.

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