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Ovo, cerveja e agressão: ato político em Lagarto termina em violência e provoca indignação
Mulher teria arremessado ovo e lata contra a candidata Hilda Ribeiro e, na sequência, acabou cercada e agredida fisicamente por homens que estavam no local
Por André Morais
Publicado em 01/10/2026 16:19 • Atualizado 01/10/2026 16:20
Noticias

Um ato político realizado nesta quarta-feira (30), em Lagarto, terminou em uma cena de violência que repercute nas redes sociais e levanta questionamentos sobre os limites do confronto político.

Durante o evento, uma mulher teria arremessado um ovo e uma lata de cerveja contra a candidata Hilda Ribeiro. A atitude provocou reação no local e, pouco depois, a mulher foi cercada por homens que participavam do ato e acabou sendo agredida fisicamente.

O episódio expõe dois momentos distintos de violência que precisam ser analisados com seriedade. O arremesso de objetos contra uma candidata é uma conduta que pode ser apurada pelas autoridades. Da mesma forma, qualquer agressão física praticada posteriormente também deve ser investigada e, caso sejam identificados responsáveis, submetida aos procedimentos previstos em lei.

Uma possível provocação ou ofensa não autoriza agressões. Da mesma forma, uma reação violenta não pode ser justificada pelo comportamento de quem iniciou o tumulto.

Em uma disputa política, divergências e confrontos de ideias fazem parte do processo democrático. O que não pode ser normalizado é a transformação dessas divergências em agressões físicas.

Se houve crime, provocação ou qualquer outra irregularidade, cabe às autoridades investigar os fatos e adotar as medidas previstas na legislação. Justiça não se faz com as próprias mãos.

O episódio também reacende uma discussão importante em Lagarto: até onde pode chegar a rivalidade política?

A resposta deveria estar longe da violência. Em uma democracia, adversários podem discordar, criticar e disputar espaços políticos, mas a disputa precisa permanecer no campo das ideias, do debate público e, principalmente, das urnas.

Agora, a expectativa é de que as imagens e demais elementos que possam esclarecer o episódio sejam analisados e que cada pessoa envolvida responda por sua própria conduta, caso sejam constatadas irregularidades.

Uma violência não torna a outra aceitável. Violência não se combate com mais violência.

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