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SSP atribui aumento da letalidade policial ao combate a facções criminosas em Sergipe: “Reflete um contexto que é operacional”
Por André Morais
Publicado em 24/07/2026 09:53
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Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta sexta-feira, 24, o porta-voz da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), Lucas Rosário, comentou os dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Um dos indicadores que ganhou repercussão aponta um aumento de 32,6% nas mortes decorrentes de intervenção policial em 2025 no estado. O levantamento também indica que o perfil predominante das vítimas é formado por homens, jovens e negros.

Na ocasião, Rosário ressaltou que os dados do Anuário também mostram a evolução dos índices de segurança pública em Sergipe ao longo da última década. “O Anuário de 2026 completa 10 anos desde o Anuário de 2016, que colocou Sergipe como o estado mais violento do país. É um estado que naquele momento tinha um território bastante conflagrado, várias facções, tentando se instalar dentro do Estado de Sergipe, com uma taxa de homicídios de quase 70 mortes para 100 mil habitantes. Hoje essa taxa é de 13 mortes para 100 mil habitantes. Então, no ano passado, no ano de 2024 mais preciso, mais precisamente, já que o Anuário faz referência aos dois últimos anos, nós reduzimos os casos de letalidade policial em mais de 20%”, explica.

Ao comentar o aumento registrado em 2025, o porta-voz afirmou que todos os casos são acompanhados pelos órgãos de controle e atribuiu o cenário ao enfrentamento de organizações criminosas que tentam se instalar em Sergipe.

“De fato, esse ano houve esse aumento. Todos os casos eles são acompanhados e submetidos ao controle do Ministério Público e do Poder Judiciário. E o compromisso da Segurança Pública é conciliar o enfrentamento de fato, não o enfrentamento a jovens, negros, com pouca experiência de criminalidade no Estado de Sergipe. Se você for analisar boa parte dos alvos desses casos e de grandes investigações que foram realizadas, são pessoas muitos com influência inclusive no Estado da Bahia, ligado a facções criminosas que dominam a Bahia já há muito tempo e que hoje deixaram o nosso estado vizinho como um dos mais violentos do país, com uma taxa de letalidade inclusive maior do que do Estado de Sergipe para 100 mil habitantes”, afirma.

Por fim, Lucas Rosário destacou que os números refletem operações de enfrentamento ao crime organizado e reforçou que as ações policiais seguem critérios de proporcionalidade e inteligência.

“Então o que tem acontecido, e aconteceu muito no último ano, é uma ação estritamente proporcional. Na nossa formação, na formação dos policiais, é importante a gente destacar que esses números eles refletem um contexto que é operacional, que houve um intenso enfrentamento inclusive com muito trabalho de investigação, trabalho de inteligência tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Militar contra grupos, grupos armados, grupos que de alguma forma se instalaram ou tentam se instalar no Estado de Sergipe”, conclui.

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