Desde que anunciou sua pré-candidatura a deputado federal por Sergipe pelo PL, Wellington Camargo passou a enfrentar questionamentos por não ser natural do estado. A movimentação gerou debate nos bastidores políticos e acirrou a disputa por espaço na corrida à Câmara dos Deputados.
Em resposta às críticas, o pré-candidato afirmou que as reações são motivadas por receio eleitoral. “Tem medo de perder uma cadeira, tem medo de perder um lugar. É normal isso aí”, declarou. Para ele, o incômodo não está relacionado à naturalidade, mas ao potencial competitivo de seu nome. “Eu acho que o nome está incomodando”, reforçou.
Natural de Goiás, Wellington garantiu que está com toda a documentação regularizada e apto a disputar o pleito por Sergipe. Segundo ele, a legislação exige residência dentro do prazo legal e título eleitoral transferido, requisitos que afirma já ter cumprido. “O que a legislação pede é que você esteja em tempo hábil com residência, isso eu tenho, título transferido, isso nós temos, nós temos regularizado”, afirmou.
O pré-candidato também citou exemplos de lideranças políticas que construíram trajetória eleitoral em Sergipe mesmo tendo nascido em outros estados, defendendo que a origem não impede representatividade.
Enquanto a discussão sobre sua naturalidade ganha força, Wellington intensifica a agenda de pré-campanha e promete visitar todos os municípios sergipanos. A movimentação é vista por aliados como estratégia para consolidar presença no interior, mas por críticos como tentativa de acelerar a construção de identidade política no estado.
Nos bastidores, a avaliação é de que a disputa por vagas na Câmara já começou e a chegada de um nome de fora pode mexer diretamente no tabuleiro eleitoral sergipano.