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Suplência vira moeda de poder na disputa pelo Senado em Sergipe
Indicação de empresário por Edvaldo Nogueira acirra debate sobre influência política e bastidores das chapas majoritárias
Por André Morais
Publicado em 23/02/2026 20:05
Noticias

A corrida pelo Senado em Sergipe ganhou novos contornos nesta segunda-feira, 23, com a confirmação do empresário Teixeira Caminhões como primeiro suplente na chapa do ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT). A escolha, que já era ventilada nos bastidores, foi oficializada durante encontro com lideranças partidárias e ampliou as discussões sobre o peso estratégico da suplência nas eleições deste ano.

“Hoje demos um passo muito importante na construção de uma chapa forte e comprometida com Sergipe. Recebo com alegria o apoio de Teixeira Caminhões, empresário vitorioso e homem de história, que chega para somar como suplente ao Senado”, afirmou Edvaldo ao anunciar a composição.

A definição reacende uma velha polêmica da política brasileira: o papel dos suplentes de senador, muitas vezes pouco conhecidos do eleitor, mas que podem assumir mandato em caso de afastamento do titular. Críticos apontam que a escolha costuma atender a acordos políticos e interesses de grupos econômicos, enquanto aliados defendem que a suplência é parte legítima da estratégia eleitoral e da formação de alianças.

Até agora, além de Edvaldo, outro pré-candidato que já anunciou seu primeiro suplente foi André Moura (UB), que indicou o vereador de Aracaju e presidente da Câmara Municipal, Ricardo Vasconcelos (PSD), para a posição.

 

Nos bastidores, a disputa pela primeira suplência é tratada como peça-chave nas negociações das chapas majoritárias. A posição é vista como estratégica tanto pelo peso político quanto pela possibilidade real de exercício do mandato. Com as articulações em ritmo acelerado, lideranças seguem costurando alianças, e a definição dos suplentes promete continuar no centro das controvérsias até o fechamento das chapas.

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