A decisão do governador de retirar o senador da chapa governista em Sergipe caiu como uma bomba nos bastidores da política estadual. O anúncio, feito após “avaliações internas” sobre falta de alinhamento e harmonia, escancarou um racha que já vinha sendo comentado nos corredores do poder.
Embora o discurso oficial fale em divergências estratégicas e reorganização do grupo para as próximas eleições, aliados admitem, nos bastidores, que o clima entre as lideranças já não era o mesmo há meses. A exclusão do senador da composição majoritária sinaliza uma mudança de rota e pode redesenhar o cenário eleitoral.
Sem espaço na chapa governista, o parlamentar seguirá na disputa pela reeleição de forma independente. A decisão tende a fragmentar forças políticas, dividir apoios e intensificar o embate nas urnas. Analistas avaliam que o movimento pode enfraquecer a base aliada e abrir brechas para a oposição capitalizar o desgaste.
Apesar da tensão evidente, as lideranças envolvidas afirmam manter uma relação respeitosa e reforçam o compromisso com o desenvolvimento do estado. No entanto, a pergunta que ecoa nos bastidores é se o rompimento representa apenas um ajuste estratégico ou o início de uma disputa mais profunda dentro do grupo que hoje comanda Sergipe.

Com o novo desenho político, o tabuleiro eleitoral ganha contornos imprevisíveis e a corrida pelas alianças promete esquentar ainda mais nos próximos meses.