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Vereador é acusado de agredir companheira na Praia da Caueira; vítima relata histórico de violência
Fernando Moura (PDT), de Lagarto, nega agressões, fala em “crise de ciúmes” e diz confiar na investigação; caso será apurado pela Delegacia de Itaporanga d’Ajuda
Por André Morais
Publicado em 18/02/2026 21:35 • Atualizado 18/02/2026 22:17
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O vereador de Lagarto, Fernando Moura (PDT), é suspeito de agredir a companheira, de 27 anos, com socos e tapas durante uma discussão na Praia da Caueira, no município de Itaporanga d’Ajuda. O boletim de ocorrência foi registrado na segunda-feira (16), e o caso será investigado pela Delegacia Municipal.

De acordo com relato da vítima à polícia, as agressões ocorreram após um desentendimento entre o casal. Ela afirma que foi atingida com socos e tapas dentro de um veículo e que conseguiu sair do local após pedir ajuda a populares. Essas pessoas a acompanharam até a unidade plantonista, onde a ocorrência foi formalizada.

A mulher declarou ainda que não teria sido a primeira vez que sofreu agressões e que o suspeito possui histórico de violência contra a ex-companheira. Segundo o depoimento, ela teme represálias caso decida encerrar o relacionamento e informou às autoridades que o vereador manteria uma arma na residência onde mora, no povoado Jenipapo, em Lagarto.

Versão do vereador

Em nota publicada nas redes sociais, Fernando Moura afirmou que o episódio ocorreu em meio a uma “crise de ciúmes” por parte da companheira, resultando em uma discussão acalorada enquanto ele dirigia em via pública.

“O incidente narrado descreve uma altercação que teria ocorrido após uma crise de ciúmes da declarante, culminando em uma discussão acalorada enquanto o vereador trafegava em via pública dirigindo veículo automotor”, declarou.

O parlamentar afirmou ainda que as acusações devem ser apuradas com rigor e comprovação, ressaltou respeito às instituições, à Lei Maria da Penha e às mulheres, e disse estar à disposição para colaborar com as investigações.

“Coloco-me à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e cooperar irrestritamente com o processo investigatório, na certeza de que a verdade dos fatos será devidamente apurada e que minha conduta será analisada com a isenção e o rigor que a lei exige”, afirmou.

 

O caso reacende o debate sobre violência doméstica envolvendo agentes públicos e a responsabilidade de representantes eleitos diante de denúncias dessa natureza. A Polícia Civil deve ouvir as partes e testemunhas nos próximos dias.

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