Enquanto a fome voltou a ser um assunto nacional, atingindo milhões de brasileiros que lutam diariamente para colocar comida na mesa, o prefeito de Simão Dias, Cristiano Vianna, resolveu autorizar um contrato que, ao que tudo indica, “mata a fome” de todo o seu secretariado e com folga. A Prefeitura vai gastar mais de R$ 1 milhão em comidas prontas e, principalmente, quentinhas, bancadas com dinheiro público, em um movimento que soa como deboche diante da realidade enfrentada pela população.


Não se trata de merenda escolar, nem de um programa social voltado para quem realmente precisa. São quentinhas para dentro da estrutura administrativa, em valores tão altos que causam espanto até para quem já se acostumou a ver absurdos na gestão pública. Para alcançar cifras milionárias, não estamos falando de algumas refeições esporádicas, mas de uma enxurrada de quentinhas, pagas religiosamente pelos cofres do município.
O gasto autorizado levanta uma pergunta simples e incômoda: quem, afinal, está consumindo tanta quentinha em Simão Dias? Porque mais de R$ 1 milhão em refeições não passa despercebido, não é detalhe contábil e muito menos algo que possa ser tratado como rotina administrativa.
Em um país onde a fome ainda humilha famílias inteiras, o contrato assinado pela gestão municipal expõe um contraste revoltante: de um lado, a população apertando o cinto; do outro, um secretariado com fome zero, garantida por licitação.