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Bastidores em ebulição: André Moura e Gustinho podem dividir palanque em Lagarto
Movimentação para 2026 expõe rachaduras no grupo de Valmir e reacende disputa por espaço político no maior colégio eleitoral do interior sergipano
Por André Morais
Publicado em 30/01/2026 10:53
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Desde que Ibrain de Valmir decidiu seguir a definição da chapa do prefeito Sérgio Reis (PSD) para o Senado em Lagarto, o tabuleiro político local ganhou novos contornos. A escolha abriu caminho para que André Moura (UB) passasse a desenhar um possível palanque com o deputado federal Gustinho Ribeiro (PP) na cidade, movimento que já vinha sendo costurado nos bastidores desde 2025.

Nesta semana, André confirmou publicamente que há, sim, possibilidade de caminharem juntos nas eleições de 2026 e que não existe qualquer impedimento político para essa construção. A sinalização caiu como bomba em setores tradicionais da política lagartense.

Ao comentar o cenário, Gustinho foi direto ao tratar do assunto em um podcast: “Possibilidade existe em tudo na política. Eu ainda não conversei com André Moura sobre essa possível parceria. Mas é possível, não tem nada que impede. Não tem nada certo. Mas também não tem nada que impeça. Não tem nenhum motivo para não acontecer.”

A fala reforça um movimento que já provoca desconforto dentro do grupo ligado ao ex-prefeito Valmir Monteiro. Parte da base histórica não vê com bons olhos qualquer aproximação com Ribeiro e avalia que a aliança poderia redesenhar forças internas, tirando protagonismo de nomes tradicionais.

André, por sua vez, vem intensificando desde o ano passado articulações em Lagarto para montar um palanque competitivo à sua pré-candidatura ao Senado. A estratégia, no entanto, não passa ilesa: enquanto amplia pontes externas, cria ruídos internos e expõe divergências que antes ficavam restritas aos bastidores.

Nos corredores da política, outra alternativa segue viva: André poderia optar por caminhar ao lado de Matheus Corrêa, pré-candidato à Assembleia Legislativa em 2026. A escolha preservaria alianças históricas e evitaria o desgaste com setores que resistem à aproximação com Gustinho.

Entre alianças improváveis e disputas silenciosas, Lagarto já começa a sentir o peso antecipado da eleição de 2026 — e o jogo promete ser mais duro do que parece.

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