Nos bastidores da sucessão da presidência da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), alguns nomes já passaram a ser observados com lupa. Entre eles, o deputado estadual Jorginho Araújo (PSD), apontado como um dos mais fortes para comandar a Casa no próximo biênio. Apesar da movimentação, o parlamentar tratou de esfriar qualquer tentativa de antecipação e classificou como imprudente abrir agora uma disputa que depende de variáveis ainda indefinidas.
Embora reconheça que seu nome circule entre os cotados, Jorginho afirmou que o foco, neste momento, está na continuidade do projeto do governo estadual e no seu papel dentro do Legislativo, evitando se colocar como protagonista de uma corrida que, nos bastidores, já começou.
“Acredito que a gente não pode colocar o carro na frente dos bois. A jornada tem que seguir o fluxo correto. No momento oportuno, como diz a Bíblia, tem tempo para tudo: tempo para plantar e tempo para colher”, declarou.
Em tom ainda mais direto, o deputado avaliou que antecipar o debate seria sinal de imaturidade política. “Seria imprudente, seria imaturo, inclusive, da minha parte, querer antecipar qualquer tipo de discussão. É uma discussão que passa por 24 pares, 24 deputados estaduais que a gente nem sabe ainda quem são”, acrescentou.
A fala funciona, nos bastidores, como um freio estratégico em meio às articulações silenciosas que já se formam na Casa. Jorginho lembrou que a eleição da Mesa Diretora só acontece em 1º de fevereiro de 2027 e que qualquer movimento real passa, obrigatoriamente, pelo resultado das urnas em 2026.
Mais do que cautela, o parlamentar deixou claro que sua atuação política está condicionada à hierarquia do grupo governista. “No meu caso, passa 100% pelo meu líder, pelo governador Fábio Mitidieri”, afirmou, sinalizando que qualquer projeto pessoal dependerá antes do alinhamento com o Palácio.
A declaração, ao mesmo tempo em que esfria a disputa, também reposiciona o jogo: quem quiser a presidência da Alese terá, antes, que vencer nas urnas e depois costurar alianças num tabuleiro onde lealdade, força política e sobrevivência eleitoral serão decisivos.